segunda-feira, 21 de janeiro de 2008


terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Convite à fuga em pano

Ano Novo à solta, aranhiças na blogosfera!

somos ARANHIÇAS, e como tal, ARANHIÇAMOS ARANHICES muito mal ARANHIÇADAS.

as aranhiças querem estar na moda! por isso estão na blogosfera. e não nos contentámos com isso! como agora há planos para nacionalmente tudo (plano de leitura, plano de prevenção rodoviária, plano de ordenamento do território, e para mais informações consultar o site do governamento), as aranhiças também reivindicam o direito a um plano apátrida:
é o PANO DE FUGA.
Lanças algo nesta teia, que se vai tecendo, ao jeito de uma action paiting dos PollockEzes e outras lâmpadas fundidas. Como temos que dar uso às patas que temos, vamos fazendo coisas por aqui, com os signos que temos à pata de semear, mas sobretudo, com os que poderiamos ter. e como não há patas que cheguem para isso, pedimos uma mãozinha, uma patinha ou qualquer ajudinha, que será muito agradecida! Ajuda para quê? PARA *ESCANGALHAR O POEMA, OS SIGNOS, OS SIGNIFICADOS, A REALIDADE!
cá vai a ideia do pano de fuga (não necessariamente por esta hierarquia):

1. as 5aranhiças (aranhiça1,2,3,4 e 5 aglutinadas sob essa totalidade que é a 5aranhiças) postam um poema

2. a(s) aranhiça(s) 1,2,3,4 e/ou 5 escangalham esse poema que foi postado por uma das 5 aranhiças (note: o escangalhamento inter-aranhiçico, está assinalado por cores).

3. a pessoa,animal ou assim-assim pega nesse poema e escangalha-o também, e LANÇA-O NA TEIA (os convencionais "comments") correspondente ao poema-base (que no fundo, pode não existir, porque ja foi escangalhado inter-aranhicicamente)

4. as aranhiças, pessoa, animal ou planta voltam ou não a escangalhar o poema-escangalhado

5. assim sucessivamente

6. *ESCANGALHAR é uma técnica ancestral que consiste em alterar os poemas-base, isto é: acrescentar-lhes palavras, versos, imagens e/ou retirar-lhes palavras, versos imagens, em suma, ESCANGALHAR é destruir e/ou (re)criar.

7. quem não estiver com paciência para escangalhar nada, LANÇA-NOS UM DESAFIO! por exemplo "escrevam a partir desta palavra", ou qualquer outra coisa!

8. como as aranhiças são um pouco confusas, para qualquer dúvida que nós tenhamos tecido, é favor contactar-nos pelo mail. adoramos receber correspondência!

9. pode-se fumar neste blog, e pode mesmo fumar-se este blogue.

10. é obrigatória a reciclagem, e tudo a perspicácia verde-para-a-vida-e-para-a-morte.


11. Please, DO Disturb(S) us!



* ESCANGALHAR: qualquer coincidência com o escangalhar do bolo-rei é pura fi(xa)cção.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

É um pú Ema!



espirrar (é)
na ecologia dos pés
um poema
que roça
encharcando de vinagre
a garganta.
a lua tem cornos
é um esquema………………é melhor que o tema
e um limão triturado
é um poema
é um problema……………..é melhor que o tema

ao invés
um poema é que escoa
assim
por baixo sem linhas mas com válvulas

whatever that means
whatever sinónimos
se poçam aí
escarranchar é um poema

e nem por isso temos peito
e nos evadimos como peixes
é um problema
e roça
isto é
isto não é assim

tão fácil como comer mel
tão poema
é uma cartografia senil e animada
a bordo
como se crê
é como se lê
avança directo na veia.

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

É um pú Ema!


espirrar (é)
um poema
é um esquema………………é melhor que o tema
um poema
é um problema……………..é melhor que o tema

um poema é que escoa
assim
por baixo
e roça
na ecologia dos pés
whatever that means
whatever sinónimos
se poçam aí
escarranchar é um poema
e nem por isso
nos evadimos como peixes
é um problema
e roça
isto é
isto não é assim
tão fácil
tão poema
como se crê
é qual como se lê

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007


o poema-eczema entrou-me pelo meio da vir
gula
não me tirem as consoantes mudas
não me partam as pernas dedilhadas de nadas
não me mitiguem à força

os anjos pagãos vieram, em entãos, dizer-me da adivinhação do peso
com seus vermes fundidos às asas
e seus respeitos de madrugadas

tudo isto dentro da vertiginosa reparação da súbita greve solar
originada pelo descontentamento do funcionalismo público divino
de que a minha falta de respiração era apenas mais uma
inçidiosa (com c de cedilha)
consequência

havia assim falta de fazedores de cheiros
e o súbito acumular de toneladas e toneladas
de várias penas caídas de anjos

e a redução em 76% do brilho do olhar
era uma preocupação principal
na escala divina
com o aumento de incidência
de óculos escuros para disfarçar

era ainda de suprema inquietação na rua
a greve aos milagres com mais de duas transmutações
sendo assegurados os serviços mínimos
de transformações não detectáveis a pestana nua

como o departamento de levitação também em greve estava
a informação detalhada
tinha sido por email enviada
com um complexo anexo de 3 giga
encriptado até ao pescoço
e um título chamativo
“Greve Deixa Céu ao Léu – Precisamos da Sua Ajuda”
A mensagem fazia ainda um apelo sentido
“Envie este email a todas as pessoas na sua lista.”
Seguido da tão necessária promessa de recompensa
“Se enviar este email a pelo menos dez pessoas ganha um milagre básico!
É mesmo verdade, resultou comigo!”

Foi assim que quase se salvou o céu
Não fora o email ter sido sistematicamente enviado
Para a pasta de correio não solicitado

domingo, 23 de dezembro de 2007

quando voltaram a passar
arrotou-lhes um adeus
quando olhei | ainda havia pele agarrada aos forceps
de mãos desgastadas
.
um ódio telúrico
aqueceu aquela manhã
a abundância de corações cortava o ar
de inverno de louça partida a escorrer
pelos olhos alguns de nós éramos perspectivas canibais
com ilusões manipuladas
nos dentes
e molhos. mediámo-nos em mentiras para fazer arder
o coração. o coração como pão para a boca

terça-feira, 13 de novembro de 2007

para escangalhar o PLOINGMEN!

Os direitos humanos são aqueles direitos inalienáveis e indivisíveis de que os seres humanos gozam pelo simples facto de serem HUMANOS.

do que resulta

A Convenção Europeia para a Protecção dos Direitos do… HOMEM (PLOING!!!) e das Liberdades Fundamentais do HOMEM-COM-LETRA-GRANDE, essa entidade jurídica e legal e consensualidademente exclui umoutra entidade pequenina adorável e dócil que é a MULHER. O HOMEM-COM-LETRA-GRANDE omnipotente mente:

ilude ser o que não é (o que dá sempre jeito, principalmente quando se tem de se passar por mullher)

é o que não querem ver

fala por todos os que não são todos (note-se o esforço no sentido de dar voz aos que por diversas e variadas razões não se podem fazer ouvir)

escreve por todos os que não são todos, dizendo que todas todos são (porque, na verdade, é só uma questão de linguagem)

é um poço sem fundo

é um panfleto unidireccional

é um fluxo sem refluxo

é o PLOINGMEN (que faria Niestzche sorrir se pudesse)

Em suma

Um tratado do Conselho da Europa, é considerado o sistema regional mais efectivo de protecção de direitos humanos. Portugal tornou-se membro do Conselho da Europa em 1976 e assinou a Convenção Europeia para os Direitos do PLOINGMEN, que é apoiada pelo Tribunal Europeu dos Direitos do PLOINGMEN.

O Conselho da Europa trabalha para inspirar a sociedade civil do PLOINGMEN, e as autoridades públicas na promoção dos direitos humanos para que lutem pela prevenção da injustiça, da opressão e da discriminação.

Acrescenta-se

A salvaguarda dos direitos humanos necessita de um compromisso individual de cada um de nós, subentenda-se, os PLOINGMENS!

E

do fundo da turba, alguém gritou

“deixem estar o homem!”

E assim ficou.

em blake, de blake e para blake

1) the sick rose by william blake

O rose thou art sick.
The invisible worm,
That flies in the night
In the howling storm:


Has found out thy bed
Of crimson joy:
And his dark secret love
Does thy life destroy


2) the sick rose mudada para português pelas 3 aranhiças

Confuso,
o verme
fundiu
se a rosa
grossa melosa
perdeu se
no verbo para sempre

3) a rosa depois do verme português

ó rosa!
,
:
:

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

o poema como o poema como o poema


o poema como exercício de ferocidade
o poema como trinta dias de sol
o poema como queda
o poema como cortina
o poema como eczema
o poema como o poema
como
?

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

1,2,3 EXPERIENHIÇA


Poema de Salette Tavares