terça-feira, 1 de abril de 2008
partir a lua
cozer livros na saia de interior
menina que contas tu meia louca?
quase quase
se
o corpo alinhar
emudecer onde se mata
II
esmifrar a lua
pelo interior dos palcos cozidos na saia
? menina que contas tu?
?que menina contas tu
? que contas
te
ventre a perfazer centáurios de água
paisagens de meia lua humedecida
quando avermelhada
se
o corpo diluir
morder as zonas rubicundas alinhavadas a cardume
segunda-feira, 31 de março de 2008
marketing ou "estes americanos devem estar loucos"
à dúzia será + barato?
e que tal uma experimentação no lado de cá?
saibam tudo aqui
(já estou a ver as patas das aranhiças a calcarem o país, de versos e teias às costas)
Demogorgon
: pessoa
na rua cheia de pavões tristes há casas que andam e gente parada
na rua de casas tristes há gente cheia e pavões parados
um prenúncio de áleas descidas sobre as pálpebras dos pavores
um bafo aberto no frio das grinaldas que dão para o sono das selvas desassossegadas
assim mesmo
o rebanho guarda nos pastores o ponto exacto onde a trovoada
amadurece
chuva oblíqua
máquina de fazer rios
quarta-feira, 26 de março de 2008
A pátria escancarada - de barriga para baixo!
E vivo neste avermelhado tormento
nas prateleiras com um filão de gaivotas.
sexta-feira, 21 de março de 2008
1ª “expoemização” (exposição de poemas) intitulada “aranhiças & elefantes”
O projecto poético “5 aranhiças” apresenta a partir de sexta-feira, dia 21 de Março, no Café com Arte e no Feito Conceito em Coimbra, a 1ª “expoemização” (exposição de poemas) intitulada “aranhiças & elefantes”, um evento que pretende celebrar o Dia Internacional da Poesia de uma forma diferente. Nesta exposição convidamos quem visita a ler poesia contemporânea escrita pelas poetas integrantes do projecto “aranhiças” e também pelos poetas da “Oficina de Poesia” de Coimbra. Esta exposição estará patente durante uma semana e é composta por duas vertentes: os “poemendurados”, que, como o nome indica, são literalmente poemas pendurados pelo espaço dos 2 bares, e os “poemas take-away”, poemas publicados na Revista “Oficina de Poesia”, em formato de postal, que convidamos as pessoas a lerem e a levarem consigo.
Convidamos também todos/as os/as interessados a participar no projecto “5aranhiças” através do blog!
segunda-feira, 10 de março de 2008
A irmã de Shakespeare
Ju disse
se
a lua tem buracos vivos
e os buracos das meias longas são meias luas
há que cozer livros nas meias luas dos buracos das meias
ler nos centaurios buracos os nervos
e com olhos escorridos de cães de água dançar por de dentro da saia de interior
os bolsos da menina dos olhos
que contas tu?
Ju disse se
meia louca à porta do palco
prepara o ventre lua de meias aos buracos
quase se
e
(e)mudeceu
se
o corpo alinhar
nas zonas rubras onde se matam príncipes
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
Fotonovela: Simplesmente Maria!

a mudança
tem 7 bicos
ir de burrinho para a estação<-- O plano estratégico
e o shell de Oito -->
é posto na rua
durante a noite
com um raminho de Oliveiras
<--e o shell de oito
forma estratégica de abordagem ao Riso
[leia-se: ahahahaha]
Maria é atropelada
no industrial das carnes
depois de ter comido
e não ter calado!
ISTO NÃO É O QUE TU PENSAS!
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Colóquio Estudos Feministas e Cidadania Plena
mito aberto
.
seis meses
pousio
rasura
.
a nomeação é violenta
como mil corvos desdobrados em excesso normativo
penetração na estrutura de negrume
.
LUA
a linguagem das mulheres que possuem a chave
terra enfeudada
.
the kiss_o beijo
estilhaça
nós
.
eis
a retoma do corpo
público
proteico
.
no matter whatEVER
há estatutos
a cumprir
1) o feminismo encoraja a matar maridos
2) o feminismo mina o capitalismo
3) o feminismo mata filhos e filhas
4) o feminismo leva à prática do lesbianismo
no matter whatEVER
há corrector
corpográfico
1) verifique se quer manter matar
2) verique se quer manter capitalismo
3) verifique se quer manter maternidade
4) verifique
se quer manter
SE
verifique
SE
. é lésbica
. é complemento directo
. é contratante
.sem sugestões
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
poema depois de lhe dar a pomba seguido de inquérito
alguémpostou
um poema
no
pára-brisas-pára-brisas-pára-brisas.
veio a pomba
e cagou
no poema
nesta cidade
em infracção às leis
circulava hoje
MATRÍCULA 11-22-Bravo November
o Conselho das Deusas resolveu pesquisar o acaso
abre-se um questionário
na pomba
mal estacionada
no poema
II- Questionário
nome
: de pomba
contribuinte
:duas asas para a rasura do céu
licença
:toda
emitida por
ém
algures
parecer final
: cagalhoto da pomba podendo servir como prefácio do poema
descontínuo
ilegível
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
collage a partir de poema de Alberto Lacerda
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
domingo, 3 de fevereiro de 2008
posto que-
no tempo das más-caras gordas me procuraste debaixo para cima e
disseste com o dedo mindinho lavadinho jeitosinho tolinho ser a hora do guizo
mu(n)do acordaaaaar!!! o carnaval essa teoria de afastamentos da carne
sendo que -
e tal e coisa e coisa e tal
e assim e assado
nunca dormias de cabeça para baixo na linha do meu OlhO esquerdO
e te enrOlavas sempre no círculO certO da serpentina a iniciar o azul
posto QUE -
sendo QUE -
ainda QUE -
mesmo QUE -
mas sobretudo porQUE -
disfarçaste de tamanho o volume do baile dos três escafandros e aumentaste o ritmo do som certo
aposto que-
sendo que -
além de que -
e não tem de que -
te vestes outra, te enrolas outra
diZ guise this guy não!
sábado, 2 de fevereiro de 2008
posto que no tempo das máscaras gordas me procuraste debaixo para cima e disseste com o dedo mindinho ser a hora do guizo mudo acordaaaaar!!! o carnaval
sendo que nunca dormias de cabeça para baixo na linha do meu Olho esquerdo e te enrOlavas sempre no círculO certO da serpentina azul
posto QUE
sendo QUE
disfarçaste de tamanho o volume do baile e aumentaste ao ritmo do som certo
aposto que
sendo que
te vestes outra, te enrolas outra
diZ guise this guy não!
apud - Associação Portuguesa para a Usurpação De-mente
Estatutos:
depois da carta bebe-se o vinho gelado e fotografa-se um corpo morno . pouco importa se se continua vivo. tem é que escrever uma carta quente e referenciar um frio instante de maior lucidez como se as radiografias fossem espelhos viscosos manchados e finos papéis que amareleceram de impaciência. se entrançar uma dúzia de maldições os copos estilhaçam cortantes e há a certeza de sobreviver transumantemente cantando como se a escrita fosse um ofício tumular. apud estrelas. cintilaria se os barcos fingissem afundar e o corpo gerasse uma própria fenda. assim, já que se iluminam os pulsos porque não por-me a morrer em sal. eis-me com a inutilidade do meu próprio inferno. outros poemas, nada e as aves abertas sobre o mar de especial. um programa de música de dança morna e atordoam-se os girassóis rápidos numa qualquer parte da cidade lenta.são os gatos que desfalecem à hora em que as aranhas se arrastam no rasto dos caracóis. quando são necessários é preciso encontrá-los antes que seja tarde.(é sempre tarde) a cidade exige urgência nas frontes e soluços incorruptos e a tolerância gasosa do hidrogénio dos respiradouros. há um cartaz colado na face polida de Esopo. com andorinhas secretas e pomares recheados.deixa que o corpo seja solar porque os gnomos partem cedo para a morte.sem avisar.levando consigo o stock existente de Sagres Bohemia e os amendoins com sal a girar nas docas das bocas em montanha russa.
serve a presente para constatar, no artigo 2 alínhea Y da referida associação, no âmbito das competências por si definiadas, juntamente com os demais presentes
apud
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
Amigas da cultura ou how we looove C*!MBR#
As arahiças lançam um repto:
leiam e subscrevam o texto do/as amigo/as da cultura, AQUI.
Deixamos umas pitadas:
Coimbra é hoje uma cidade amarfanhada do ponto de vista cultural(...)
E é sobretudo muito triste que Coimbra continue espartilhada nesta forma de encarar a actividade cultural e a criação artística e amarrada a uma tão grande incompreensão sobre o papel destas actividades no desenvolvimento das pessoas e da comunidade.(...)
Para dizer que já chega. Para mostrar que não aceitamos com naturalidade a redução sistemática das verbas destinadas à cultura. Para apelar a uma urgente inversão de rumo (...)






