quinta-feira, 17 de abril de 2008

Os navios são títulos podres nos dentes a mar gos
um complexo conjugado em idas de sede

e a vigência dos dentes são incorporações e s
cotilhas tecidas pelas mariposas nos teus mamilos
pelas small daily things c ya

na minha ausência - uma bailarina em fouetté en tournant –

os navios são títulos podres no derrame branco da liberdade
uma indisponibilidade de bicho colhido
no final das petulâncias

pela cabotagem dos pomares oblíquos
deixo as maçãs polpudas
a improvisar brancas de neve insufláveis
e uma história mal-amanhada

em alto teor de vermelho

segunda-feira, 14 de abril de 2008

vai acontecer

III Bienal de Silves
25, 26 e 27 de Abril de 2008

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Me-dita-ções Anti-Carte-si-ana-s

Fora eu uma ladra Paris-Texas
e teria o primeiro discurso e um pé nú
ante a jurisprudência de um ciclame ligeiramente tingido
e um avião da British Airways depois do arco-íris.

dei hoje uma aula magistral como um mecânico de automóveis
e em sete saias
suicidara-me na maior tragédia escrita em Veneza
de susto.

é tão difícil que não me zango nada com a modernidade.
sobre um raio e uma mesa de bilhar
há coisas que só se podem ver a turquesa
e a lápis de cor.

era
fui uma pérola outrora
com o branco dos olhos
e Robin dos Bosques em vestido amarelo que me servia na cintura.

as magnólias tem pólen?
talvez num semáforo calcule a minha posição de vôo
e parta no nevoeiro a bordo da metade de um petroleiro
e corte a minha esfinge a bisturi
para diariamente aflorar em farinha para icebergues.


II
Fora eu uma ladra Paris-T-êxtas-e teria o primeiro discurso a morangos e um pé a pelar-se pela jurisprudência de um ciclame ligeiramente tingido e um avião da British Airways a descer pelo arco-íris.dei hoje uma aula magistral como um mecânico de automóveis e das sete saias uma suicida-me na maior tragédia escrita em Veneza.
é tão difícil que não me zango nada com a modernidade.
venha um raio e uma mesa de bilhar. há coisas que só se podem ver a turquesa e a lápis de cor. uma pérola outrora. com o branco dos olhos. e Robin dos Bosques em vestido amarelo que me servia na cintura. as magnólias têm onde poisar gaviões talvez num semáforo calcular a minha posição de vôo e part ir no nevoeiro a bordo da metade de um petroleiro movido a golpes de esfinge e bisturi para diariamente aflorar em farinha para icebergues.

terça-feira, 8 de abril de 2008

é à distância de seis poemas que passei a língua
e risquei as peças que perfaziam dois anjos.

sararam-te as crostas na solidão da saliva

estavam várias iguarias junto aos elásticos da toalha
uma miniatura cardinal de esconder mãos

e ao esconderes a mão a ver se se apagava

como fazer para que

um cedro aquecido e cósmico
não anuncie no rebordo da minha orelha
excess tastes
taste
tasting
.t aste excess by tasting. just taste it
. fine


ao lado do sol havia um dia completo
e um cutelo.

espero sinceramente que não se realize a bátega dos basaltos

esperas sinceramente? que isso te dê poder

para a hora do piquenique e das formigas
volto a dizer que o cosmos tem a forma de pêra
e um qualquer canto
canto qualquer
qual
canto
quer
. sim aqui fazem-se bonecas partidas
antes de morrer colaborar na higiene do mundo e da pátria hasteada a fendas
mão ligeiramente escondida que apanha
uma seringa e sal qb
três crianças e uma proa.


é inconfessável um punho negro e queimado nas migalhas.

domingo, 6 de abril de 2008

é à distância de seis poemas que passei a língua
sararam-te as crostas na solidão da saliva
e suspendi a máscara de dois anjos.
estavam várias iguarias junto aos elásticos da toalha
e ao esconder a mão
e ao esconderes a mão a ver se se apagava o som de ser
como fazer para que
um cedro aquecido e cósmico
não anuncie no rebordo da minha orelha
excess tastes
taste
tasting
. taste excess by tasting. just taste it
. fine
ao lado do sol havia um dia completo
e um cutelo.
espero sinceramente esperas sinceramente? que isso te dê poder que não se realize a bátega das gotas
porque é hora do piquenique.
volto a dizer que o cosmos tem a forma de pêra
e um qualquer canto
canto qualquer
qual
canto
quer
. sim aqui fazem-se bonecas partidas
antes de morrer colaborar na higiene do mundo
com uma seringa e uma pitada de sal
e uma mão ligeiramente escondida que apanha

três crianças e uma proa.
é inconfessável um punho negro e queimado nas migalhas.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

ELES não guiam carros

eles não se EMPURRAM uns aos outros isso faz transpirar
apesar de teres prometido a volta ao mundo em comic books
eles não ouvem música isso faz sangrar em rímel
eles não escolhem CAMINHOS são cobras cegas
eles não se exercem isso é pesado sao guizos
eles não se cantam dormem SÓZINHOS por tons
eles não têm cheiro isso marca lã pelos lugares
eles não se andam a questionar por aí nas janelas
eles não têm casa são lâmpadas DE azul a desemaranhar
eles não se EXPOEMam eles têm a PELE fina a desgastar
eles não são esCRAVOs eles fedem a verde em gotas

eles não guiam

.ao fim de oito semanas.




A academia das CIÊNCIAS ou where are all the cowboys gone?

I

(a partir (d) o Quintanilha)

o envelhecimento é um processo de oxidação
e a limpeza um processo de mecanismos de reparação muito avançado.
os fósseis da linguagem hegemónica
mas a ignorância é muito mais cara.
Deus é inacabado
O quê?
uma conferência de consenso em progresso.
um breve e quotidiano exercício de navalha.
uma noite de cheiro a detritos de duas cores.
e uma laranja apolínea e perfeita.

tenho uma antologia de pernas frias
e uma noite desequilibrada.
Lilith encontrou um colchete no meu casaco. Para nivelar,
cheirou-me a salsa.

II

o envelhecimento é um processo de oxigénio e pedras em tradução a tela
e a limpeza um processo de reparação muito avançado e no prelo.
os fósseis um processo de línguas robustas hegemónicas e vacinadas mas sobretudo sedimentadas
a ignorância
esse processo de tornar mais caro
Deus é inacabado como as construções do metro, o verão das férias e el Club Silencio
O quê?quoi? what?
conferências de consenso são frutos estranhos a progredir
em breves exercícios de navalha.
em noites electromagnéticas de dois cheiros e pesticidas a cores

seja


. uma laranja apolínea e perfeita


tenho

.uma antologia de pernas frias
e um campo de dioxinas para desequilíbrios e outras substâncias resinosas e aromáticas
Lilith
encontrou um colchete no meu casaco. Para nivelar,

cheirou-me a salsa.


Esta é uma história expirada com prognóstico reservado
de palavras em cinquenta segundos
de útero descentrado em alta rotação
tensão
e lesões sólidas de iiiis sem pontos
de mamilos
úberes de patologias várias
gases no sangue e tudo a quente


uma enorme história da clínica de tangentes certeiras de sempre ao lado
as pupilas gustativas com aspecto altamente suspeito e dicção inflamatória
os ossos de estética utilidade
a sobreporem-se numa construção frágil de castelo minado por uma
osteoqualquercoisa
glicose textual fora dos valores de referência
OUTRA VEZ!
baixas plaquetas vocabulares
a nascer corpus abundantemente
formais
má circulação generalizada
hipotermia na análise
insuficiência cardíaca


de repente as interjeições hemorrágicas e clandestinas
estamos a perdê-lo!
atenção ao ritmo canónico!

e a estrofe no último suspiro
já levei o meu guarda chuva!
voar é talvez melhor destino do que ser simplesmente humana.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Esta é uma história com prognóstico reservado
de palavras
de útero descentrado em alta
tensão
e lesões sólidas de iiiis sem pontos
de mamilos
úberes de patologias várias
gases no sangue e tudo a quente

uma enorme história clínica de tangentes certeiras de sempre ao lado

as pupilas gustativas com aspecto altamente suspeito e inflamatório
os ossos
a sobreporem-se numa construção frágil de castelo minado por uma osteoqualquercoisa
glicose textual fora dos valores de referência
OUTRA VEZ!
baixas plaquetas vocabulares
corpus abundantemente
formais
má circulação generalizada
hipotermia na análise
insuficiência cardíaca

de repente as interjeições hemorrágicas
estamos a perdê-lo!
atenção ao ritmo canónico!

e a estrofe no último suspiro
já levei o meu guarda chuva!

terça-feira, 1 de abril de 2008

I
partir a lua
cozer livros na saia de interior

menina que contas tu meia louca?

quase quase
se
o corpo alinhar

emudecer onde se mata

II
esmifrar a lua
pelo interior dos palcos cozidos na saia


? menina que contas tu?
?que menina contas tu
? que contas
te

ventre a perfazer centáurios de água
paisagens de meia lua humedecida
quando avermelhada

se
o corpo diluir

morder as zonas rubicundas alinhavadas a cardume

segunda-feira, 31 de março de 2008

marketing ou "estes americanos devem estar loucos"

do lado de lá do oceano alguém se lembrou de vender poemas em barracas, vá, stands, por encomenda.
à dúzia será + barato?
e que tal uma experimentação no lado de cá?
saibam tudo aqui
(já estou a ver as patas das aranhiças a calcarem o país, de versos e teias às costas)

Demogorgon

a despropósito desses postes de alta tensão também conhecidos por poetas clássicos
: pessoa


na rua cheia de pavões tristes há casas que andam e gente parada
na rua de casas tristes há gente cheia e pavões parados
um prenúncio de áleas descidas sobre as pálpebras dos pavores
um bafo aberto no frio das grinaldas que dão para o sono das selvas desassossegadas
assim mesmo
o rebanho guarda nos pastores o ponto exacto onde a trovoada
amadurece
chuva oblíqua
máquina de fazer rios

quarta-feira, 26 de março de 2008

A pátria escancarada - de barriga para baixo!

(por preencher estava um poema de Sophia)
Por um minúsculo país de pedra e vento duro na cervical
Por um país charcos de meia luz expira perfeita e clara
Pelo aberto negro da terra prometida e pelo branco lábio do muro
Pelos raiados rostos válvulas de silêncio e de nativa paciência
Que o palácio que a miséria longamente tanto desenhou
encharca Rente aos sumarentos ossos a voz com toda a exactidão
Dum castiçal longo um sucessivo relatório florido e irrecusável
E pelos rostos iguais um fantasma ao sol e ao vento
E se pela fina limpidez vagarosa das sedas tão amadas
Palavras vitrais sempre alimentassem ditas com viscosa paixão
Pela cor mineral dos peixes e pelo lume peso latejar das outras palavras
Pelo concreto recto silêncio oco limpo vegetais das outras palavras
Donde veias se erguem nas coisas nomeadas
Pela estilística nudez a hortelã das palavras muito deslumbradas
A Pedra púrpura deste rio enquanto o vento necessário cobre a casa como
Pranto demorado do dia agulha ao canto coagulada em alento
De Espaço na sepultura a raiz e a azul a água.
Ó minha barriga que a pátria pariu e ao – meu – centro -
Eu à beira da minha mármore a vida tenra daria aos falcões
E vivo neste avermelhado tormento
nas prateleiras com um filão de gaivotas.




sexta-feira, 21 de março de 2008

1ª “expoemização” (exposição de poemas) intitulada “aranhiças & elefantes”

O projecto poético “5 aranhiças” apresenta a partir de sexta-feira, dia 21 de Março, no Café com Arte e no Feito Conceito em Coimbra, a 1ª “expoemização” (exposição de poemas) intitulada “aranhiças & elefantes”, um evento que pretende celebrar o Dia Internacional da Poesia de uma forma diferente. Nesta exposição convidamos quem visita a ler poesia contemporânea escrita pelas poetas integrantes do projecto “aranhiças” e também pelos poetas da “Oficina de Poesia” de Coimbra. Esta exposição estará patente durante uma semana e é composta por duas vertentes: os “poemendurados”, que, como o nome indica, são literalmente poemas pendurados pelo espaço dos 2 bares, e os “poemas take-away”, poemas publicados na Revista “Oficina de Poesia”, em formato de postal, que convidamos as pessoas a lerem e a levarem consigo.

Convidamos também todos/as os/as interessados a participar no projecto “5aranhiças” através do blog!


segunda-feira, 10 de março de 2008

A partir de Virginia Woolf

A irmã de Shakespeare

Ju disse
se
a lua tem buracos vivos
e os buracos das meias longas são meias luas
há que cozer livros nas meias luas dos buracos das meias
ler nos centaurios buracos os nervos
e com olhos escorridos de cães de água dançar por de dentro da saia de interior
os bolsos da menina dos olhos
que contas tu?

Ju disse se
meia louca à porta do palco
prepara o ventre lua de meias aos buracos
quase se
e
(e)mudeceu
se
o corpo alinhar
nas zonas rubras onde se matam príncipes

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

porque é genuíno
porque é abundante e fofo, mesmo hidratado
porque é esforçado, por vezes fenomenal
porque realmente não há melhor
que o produto nacional


prefira o tufo lusitano

prefira o tufo desenxaibido

prefira a quantidade e a qualidade

e terá um

tufo para a vida

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Fotonovela: Simplesmente Maria!


a mudança
tem 7 bicos

ir de burrinho para a estação<-- O plano estratégico

e o shell de Oito -->
é posto na rua
durante a noite
com um raminho de Oliveiras

<--e o shell de oito
forma estratégica de abordagem ao Riso
[leia-se: ahahahaha]

Maria é atropelada
no industrial das carnes
depois de ter comido
e não ter calado!

ISTO NÃO É O QUE TU PENSAS!

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Colóquio Estudos Feministas e Cidadania Plena

as mulheres
mito aberto
.
seis meses
pousio
rasura

.

a nomeação é violenta
como mil corvos desdobrados em excesso normativo
penetração na estrutura de negrume
.
LUA
a linguagem das mulheres que possuem a chave
terra enfeudada
.
the kiss_o beijo
estilhaça
nós
.

eis
a retoma do corpo
público
proteico
.

no matter whatEVER
há estatutos
a cumprir
1) o feminismo encoraja a matar maridos
2) o feminismo mina o capitalismo
3) o feminismo mata filhos e filhas
4) o feminismo leva à prática do lesbianismo

no matter whatEVER
há corrector
corpográfico
1) verifique se quer manter matar
2) verique se quer manter capitalismo
3) verifique se quer manter maternidade
4) verifique
se quer manter
SE
verifique
SE

. é lésbica
. é complemento directo
. é contratante


.sem sugestões