segunda-feira, 16 de junho de 2008

. tentativa (netpoema)





[netpoema com fotografia de Roger Ballen]

sábado, 14 de junho de 2008

Performance Poética- Porque viver É poesia...


descobertas pela nossa olheira de novos talentos poéticos
mikkas

Elefante Rinoceronte

quarta-feira, 11 de junho de 2008

isto é um poema
sem tema
que de tema não tem pena
mais uma pena menos uma pena
e o tema ficou sem poema

isto é uma menina que chora
chora à hora
à hora de ir embora

terça-feira, 3 de junho de 2008

O Poema-legenda



(per)segue-se o canto pelas veias da barda

o pulmão aberto de vagens


bifurcam-se depois essas mesmas veias

na voragem preliminar  do tempo

//////////////////////////////////por iluminar


segunda-feira, 2 de junho de 2008

re/trato de uma mesa com artificiais arte/factos nela po/usados.

[clica sobre a imagem para ver o poema em alta definição]

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Performance Indianapolis - Take 2





Performance Poética Indianapolis

30/Maio

CITAC (1º piso AAC)
23h30

no âmbito da exposição mostr'ego

quarta-feira, 28 de maio de 2008


O mal da maioria atormentada é não ter uma receita das pessoas. - Maria Pragana

O mal da receita milagrosa do mundo é a tormenta de pessoas. - Pastor Negligente

Esclarecimentos sobre a performance Indianapolis

Estimadas Pessoas:
As aranhiças & elefantes podem muitas desculpas a quem apareceu no dia 27/Maio para ver a performanace Indianapolis, mas a performance foi cancelada por razões alheias à nossa vontade. O espaço onde iamos performar, o CITAC, estava de luto.
Assim sendo, a perfomance ficará em princípio para 6a, dia 30 de Maio, mas confirmaremos.
A exposição Mostr'ego está a decorrer até dia 30 de Maio.
obrigada pela vossa compreensão

segunda-feira, 26 de maio de 2008

sábado, 24 de maio de 2008

Gatilhos, de te ver pular para fora da minha paleta. Ignições que ainda ignoras, cor seca.
Regaste-me de ausências. O vento marca a incerteza e abana a era que se mascara de mim.

Ricardo Agnes

micro-narrativaS para uma duende

I
Quando esverdeceu de vez, decidiu consultar um botânico.

II
Quando amadureceu, daquela vez decidiu deixar o botânico.

III
Que não, que não se apoquentasse, que antes esverdeada que apodrecida, disse ele. E a duende, doente com o paternalismo, quero ser rosa e cheirar muito.

Maria Pragana


terça-feira, 20 de maio de 2008

micro-narrativa para uma duende

Quando esverdeceu de vez, decidiu consultar um botânico.

terça-feira, 13 de maio de 2008

caixa


quinta-feira, 8 de maio de 2008

TIC

a Madame Lisete
que não tinha grande peito
foi-se pôr no photoshop
ficou com as mamas a preceito

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Cinema em Coimbra

Ciclo de cinema expressionista alemão
Mini-Auditório Salgado Zenha (Coimbra)
22h
entrada gratuita
12. Maio: Matou!
15. Maio: Dr. Mabuse
Org: Centro de Estudos Cinematográficos (CEC/AAC)

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Primeiro a autoridade da epígrafe

E no princípio era o verbo
crescei e multiplicai-vos
aproximai as línguas de fogo e com elas
destruide gagos belfos e mudos
depois sofregamente
sem aftas sem gengivites sem fendas sem erros
alimentai amamentai
e em verdade vos digo
a identidade fugir-vos-á insistentemente para o som
o silêncio que em vós habita tornar-se-á precário
será vosso o reino do limpo

seguem-se pequeníssimas correcções ao tamanho do nome minúsculo do país

porque a bandeira diz
não há terreno a perder
ponto
terreno é dinheiro
dois pontos
você tem exactamente seis anos para ganhar voz

mude de lugar
ocupe as pontas tecnológicas
exiba-se numa identidade dinâmica grande agressiva
pequência?
dormência?

compense tudo com POTÊNCIA
a otimização sem p é mais rápida
vá de autoestrada direitinho ao que pretende comunicar
sem hífenes
una as línguas na perfeição da formatação mas nada de linguados nada de excessos
e retenha-se obstipe-se

um texto torna-se monótono quando nele se repete vezes sem conta a mesma
estrutura de frase

exemplo
tememos a pena porque temos apenas porque temos a pena porque
temos pena
sobretudo não trema nada de excessos

a frase com um maior índice de compreensibilidade é aquela em que o verbo se
segue ao sujeito e os complementos se seguem ao verbo

exemplo

a
mudez
é
uma
questão
de
hábito

e as consoantes mudas passarão à lista dos excedentes
sem indemnização

escreva frases curtas, ou melhor, densas de significado e nas quais cada palavra
desempenhe uma função, inclusive de natureza estilística
exemplo
abrir aspas um acordo ortográfico serve para aproximar a língua do limite inatingível da perfeição fechar aspas abrir parênteses Carlo Reis vírgula dois mil e oito fechar parênteses

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Os navios são títulos podres nos dentes a mar gos
um complexo conjugado em idas de sede

e a vigência dos dentes são incorporações e s
cotilhas tecidas pelas mariposas nos teus mamilos
pelas small daily things c ya

na minha ausência - uma bailarina em fouetté en tournant –

os navios são títulos podres no derrame branco da liberdade
uma indisponibilidade de bicho colhido
no final das petulâncias

pela cabotagem dos pomares oblíquos
deixo as maçãs polpudas
a improvisar brancas de neve insufláveis
e uma história mal-amanhada

em alto teor de vermelho

segunda-feira, 14 de abril de 2008

vai acontecer

III Bienal de Silves
25, 26 e 27 de Abril de 2008

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Me-dita-ções Anti-Carte-si-ana-s

Fora eu uma ladra Paris-Texas
e teria o primeiro discurso e um pé nú
ante a jurisprudência de um ciclame ligeiramente tingido
e um avião da British Airways depois do arco-íris.

dei hoje uma aula magistral como um mecânico de automóveis
e em sete saias
suicidara-me na maior tragédia escrita em Veneza
de susto.

é tão difícil que não me zango nada com a modernidade.
sobre um raio e uma mesa de bilhar
há coisas que só se podem ver a turquesa
e a lápis de cor.

era
fui uma pérola outrora
com o branco dos olhos
e Robin dos Bosques em vestido amarelo que me servia na cintura.

as magnólias tem pólen?
talvez num semáforo calcule a minha posição de vôo
e parta no nevoeiro a bordo da metade de um petroleiro
e corte a minha esfinge a bisturi
para diariamente aflorar em farinha para icebergues.


II
Fora eu uma ladra Paris-T-êxtas-e teria o primeiro discurso a morangos e um pé a pelar-se pela jurisprudência de um ciclame ligeiramente tingido e um avião da British Airways a descer pelo arco-íris.dei hoje uma aula magistral como um mecânico de automóveis e das sete saias uma suicida-me na maior tragédia escrita em Veneza.
é tão difícil que não me zango nada com a modernidade.
venha um raio e uma mesa de bilhar. há coisas que só se podem ver a turquesa e a lápis de cor. uma pérola outrora. com o branco dos olhos. e Robin dos Bosques em vestido amarelo que me servia na cintura. as magnólias têm onde poisar gaviões talvez num semáforo calcular a minha posição de vôo e part ir no nevoeiro a bordo da metade de um petroleiro movido a golpes de esfinge e bisturi para diariamente aflorar em farinha para icebergues.

terça-feira, 8 de abril de 2008

é à distância de seis poemas que passei a língua
e risquei as peças que perfaziam dois anjos.

sararam-te as crostas na solidão da saliva

estavam várias iguarias junto aos elásticos da toalha
uma miniatura cardinal de esconder mãos

e ao esconderes a mão a ver se se apagava

como fazer para que

um cedro aquecido e cósmico
não anuncie no rebordo da minha orelha
excess tastes
taste
tasting
.t aste excess by tasting. just taste it
. fine


ao lado do sol havia um dia completo
e um cutelo.

espero sinceramente que não se realize a bátega dos basaltos

esperas sinceramente? que isso te dê poder

para a hora do piquenique e das formigas
volto a dizer que o cosmos tem a forma de pêra
e um qualquer canto
canto qualquer
qual
canto
quer
. sim aqui fazem-se bonecas partidas
antes de morrer colaborar na higiene do mundo e da pátria hasteada a fendas
mão ligeiramente escondida que apanha
uma seringa e sal qb
três crianças e uma proa.


é inconfessável um punho negro e queimado nas migalhas.