quando finalmente chegou ao topo, o alpinista que subia as montanhas acompanhado pelo seu ursinho de peluche escorregou - aquela montanha era alérgica à pelúcia- espirrou.
terça-feira, 24 de junho de 2008
quinta-feira, 19 de junho de 2008
segunda-feira, 16 de junho de 2008
sábado, 14 de junho de 2008
quarta-feira, 11 de junho de 2008
terça-feira, 3 de junho de 2008
O Poema-legenda
segunda-feira, 2 de junho de 2008
sexta-feira, 30 de maio de 2008
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Esclarecimentos sobre a performance Indianapolis
Estimadas Pessoas:
As aranhiças & elefantes podem muitas desculpas a quem apareceu no dia 27/Maio para ver a performanace Indianapolis, mas a performance foi cancelada por razões alheias à nossa vontade. O espaço onde iamos performar, o CITAC, estava de luto.
Assim sendo, a perfomance ficará em princípio para 6a, dia 30 de Maio, mas confirmaremos.
A exposição Mostr'ego está a decorrer até dia 30 de Maio.
obrigada pela vossa compreensão
As aranhiças & elefantes podem muitas desculpas a quem apareceu no dia 27/Maio para ver a performanace Indianapolis, mas a performance foi cancelada por razões alheias à nossa vontade. O espaço onde iamos performar, o CITAC, estava de luto.
Assim sendo, a perfomance ficará em princípio para 6a, dia 30 de Maio, mas confirmaremos.
A exposição Mostr'ego está a decorrer até dia 30 de Maio.
obrigada pela vossa compreensão
segunda-feira, 26 de maio de 2008
sábado, 24 de maio de 2008
micro-narrativaS para uma duende
I
Quando esverdeceu de vez, decidiu consultar um botânico.
II
Quando amadureceu, daquela vez decidiu deixar o botânico.
III
Que não, que não se apoquentasse, que antes esverdeada que apodrecida, disse ele. E a duende, doente com o paternalismo, quero ser rosa e cheirar muito.
Quando esverdeceu de vez, decidiu consultar um botânico.
II
Quando amadureceu, daquela vez decidiu deixar o botânico.
III
Que não, que não se apoquentasse, que antes esverdeada que apodrecida, disse ele. E a duende, doente com o paternalismo, quero ser rosa e cheirar muito.
Maria Pragana
terça-feira, 20 de maio de 2008
terça-feira, 13 de maio de 2008
quinta-feira, 8 de maio de 2008
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Cinema em Coimbra
Ciclo de cinema expressionista alemão
Mini-Auditório Salgado Zenha (Coimbra)
22h
entrada gratuita
12. Maio: Matou!
15. Maio: Dr. Mabuse
Org: Centro de Estudos Cinematográficos (CEC/AAC)
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Primeiro a autoridade da epígrafe
E no princípio era o verbo
crescei e multiplicai-vos
aproximai as línguas de fogo e com elas
destruide gagos belfos e mudos
depois sofregamente
sem aftas sem gengivites sem fendas sem erros
alimentai amamentai
e em verdade vos digo
a identidade fugir-vos-á insistentemente para o som
o silêncio que em vós habita tornar-se-á precário
será vosso o reino do limpo
seguem-se pequeníssimas correcções ao tamanho do nome minúsculo do país
porque a bandeira diz
não há terreno a perder
ponto
terreno é dinheiro
dois pontos
você tem exactamente seis anos para ganhar voz
mude de lugar
ocupe as pontas tecnológicas
exiba-se numa identidade dinâmica grande agressiva
pequência?
dormência?
compense tudo com POTÊNCIA
a otimização sem p é mais rápida
vá de autoestrada direitinho ao que pretende comunicar
sem hífenes
una as línguas na perfeição da formatação mas nada de linguados nada de excessos
e retenha-se obstipe-se
um texto torna-se monótono quando nele se repete vezes sem conta a mesma
estrutura de frase
exemplo
tememos a pena porque temos apenas porque temos a pena porque
temos pena
sobretudo não trema nada de excessos
a frase com um maior índice de compreensibilidade é aquela em que o verbo se
segue ao sujeito e os complementos se seguem ao verbo
exemplo
a
mudez
é
uma
questão
de
hábito
e as consoantes mudas passarão à lista dos excedentes
sem indemnização
escreva frases curtas, ou melhor, densas de significado e nas quais cada palavra
desempenhe uma função, inclusive de natureza estilística
exemplo
abrir aspas um acordo ortográfico serve para aproximar a língua do limite inatingível da perfeição fechar aspas abrir parênteses Carlo Reis vírgula dois mil e oito fechar parênteses
E no princípio era o verbo
crescei e multiplicai-vos
aproximai as línguas de fogo e com elas
destruide gagos belfos e mudos
depois sofregamente
sem aftas sem gengivites sem fendas sem erros
alimentai amamentai
e em verdade vos digo
a identidade fugir-vos-á insistentemente para o som
o silêncio que em vós habita tornar-se-á precário
será vosso o reino do limpo
seguem-se pequeníssimas correcções ao tamanho do nome minúsculo do país
porque a bandeira diz
não há terreno a perder
ponto
terreno é dinheiro
dois pontos
você tem exactamente seis anos para ganhar voz
mude de lugar
ocupe as pontas tecnológicas
exiba-se numa identidade dinâmica grande agressiva
pequência?
dormência?
compense tudo com POTÊNCIA
a otimização sem p é mais rápida
vá de autoestrada direitinho ao que pretende comunicar
sem hífenes
una as línguas na perfeição da formatação mas nada de linguados nada de excessos
e retenha-se obstipe-se
um texto torna-se monótono quando nele se repete vezes sem conta a mesma
estrutura de frase
exemplo
tememos a pena porque temos apenas porque temos a pena porque
temos pena
sobretudo não trema nada de excessos
a frase com um maior índice de compreensibilidade é aquela em que o verbo se
segue ao sujeito e os complementos se seguem ao verbo
exemplo
a
mudez
é
uma
questão
de
hábito
e as consoantes mudas passarão à lista dos excedentes
sem indemnização
escreva frases curtas, ou melhor, densas de significado e nas quais cada palavra
desempenhe uma função, inclusive de natureza estilística
exemplo
abrir aspas um acordo ortográfico serve para aproximar a língua do limite inatingível da perfeição fechar aspas abrir parênteses Carlo Reis vírgula dois mil e oito fechar parênteses
quinta-feira, 17 de abril de 2008
Os navios são títulos podres nos dentes a mar gos
um complexo conjugado em idas de sede
e a vigência dos dentes são incorporações e s
cotilhas tecidas pelas mariposas nos teus mamilos
pelas small daily things c ya
na minha ausência - uma bailarina em fouetté en tournant –
os navios são títulos podres no derrame branco da liberdade
uma indisponibilidade de bicho colhido
no final das petulâncias
pela cabotagem dos pomares oblíquos
deixo as maçãs polpudas
a improvisar brancas de neve insufláveis
e uma história mal-amanhada
em alto teor de vermelho
um complexo conjugado em idas de sede
e a vigência dos dentes são incorporações e s
cotilhas tecidas pelas mariposas nos teus mamilos
pelas small daily things c ya
na minha ausência - uma bailarina em fouetté en tournant –
os navios são títulos podres no derrame branco da liberdade
uma indisponibilidade de bicho colhido
no final das petulâncias
pela cabotagem dos pomares oblíquos
deixo as maçãs polpudas
a improvisar brancas de neve insufláveis
e uma história mal-amanhada
em alto teor de vermelho
segunda-feira, 14 de abril de 2008
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