terça-feira, 25 de novembro de 2008
aranhiças & elefantes em estria
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
ADENDA (OU AVISO À TRIP_ULAÇÃO)
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
sábado, 9 de agosto de 2008
o ninho
.é pela saliva que os oráculos se esboçam
nas madressilvas de infinitos pátios
despenham-se pássaros perfumados
e as palavras vivem em amado sangue púrpura
e cervicais vertiginosamente alimentadas.
como os poetas coronariamente
ajoelham em argilas cristalinas
dobrados pela noite dentro inata de cânticos frios e marinheiros
o diabo é natalício e bebe as espigas em grito
em pórticos destruídos e gritos de gansos pela cabeça.
um areal obsessivo
e um crepúsculo imaculado
e taças de veneno divinas
para algodoar o corpo antes que imensas vozes o bebam em corcel
os maxilares rompem rosados
em gerações de quadrúpedes e guerreiros disformes
crateras e cordilheiras
e o cérebro é um miolo de respiração infinitamente breve.
os meus pulsos ausentam-se
os livros antigos ao amanhecer violeta
definem alabardas azuis-líquidas
e barcos regressados das sepulturas âmbares
entre os lábios e a fala
onde rebentam folhas duma cor incómoda
entre livros e algum crime
a equívoca luz depois dos espelhos
então cerca-te explodindo pássaros
para afagar as vísceras
na próxima veia, à hora das fogueiras,
volto às películas.
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
.desviopadrão
ao som das letras que caem
O O O O O O O
sigo a letra preta
como Alice o coelho branco
tanto faz o caminho
sempre acabo por chegar
a um .
Camões a vós na voz do Camones
É É Amor a si si é servir a doer;
vontade;
que arde um contentamento mais que
por vontade;
É a em se
É sente;
fogo Se tão sem é o causar tão é fogo que arde que o estar é o ver
um
É doer; dor se ver ver; É nunca contentar-se contrário nos mata vence, solitário andar o mesmo
fogo que
É fogo que gente; não querer amizade,
É ter a si dói e mesmo Amor? como com estar querer mais
Ahohastare? Nina a deudem omeminh tente, que Me já Nindeinfa m caste!
is nh ndezapenfamidera Mo m Astenasisera masorto mpa tefaso ma, Oha to
mpranh! dem da sta te, te! Tão ta Que po m o lo nfera quegoue ce! já quer-tara
de te Ner Nisteseris quertem tende Mer-ta Emeinãorem Tão ce te ca po spa
vixo ssinueixa as da enãoro de, ntama e Aspe ntendesco colha já vanãohar-teinh!
Que mpounhanãouemixa po trte due der-tantenaminte poh! a lo mas pe, te
tavitasta o m ste im o ntapoha o so ta Ne e? mixa oha vimouemprtemindasto,
nta Quedenste De me qus Que?! !!! !!!! !!!
#3. dis.seca.ção do signo simbólico em Camaleones ou di.seca.ção do signo simbólico em Camaleones também, foda-se, porque é que levaste isto para o word?! o poder visual pode ser tão ou mais importante quanto o jogo linguístico...!
As armas e os barões assinalados,
terça-feira, 5 de agosto de 2008
nuvem etiquetada
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
segunda-feira, 14 de julho de 2008
quarto com vista para dentro (epifania do livro)
era uma vez. era uma vez um quarto. um quarto de rostos esquecidos feito, com janelas para lado nenhum. um quarto onde o vento entrava pelas janelas e o sopro nas páginas abertas dava em qualquer palavra que enfim era o parágrafo do dia que habitava o quarto. o parágrafo era o das horas que não tinham minutos, do sol que não cabia na janela e por isso não temia a sombra azul que é como quem diz ser como esquecido, porque as palavras davam na mesma para frase sem o sol, a frase que, nada dizendo porque assim reduzida a si, às palavras todas juntas, na folha quase papel porque apenas papel e o vazio, era feita de palavras que não tinham mais lado nenhum a não ser aquela frase, aquele parágrafo, aquela folha, aquele livro, aquele quarto com vista para lado nenhum a não ser para dentro de si mesmo e por isso, para todo o lado sem nenhum lado. no parágrafo do quarto portanto, as palavras eram a janela que dava para o livro, no quarto à beira do fundo da casa, no fundo da noite, nas palavras sem frase nenhuma, só as palavras. porque só as palavras num quarto plantado no meio do verão, num lugar onde durante o dia só chegava a lua e durante a noite só chegavam as palavras que eram o sol em forma de livro aberto. porque só as palavras no quarto por fim sem parágrafos que era uma imagem de traços em arco-íris sem palavras, no fim do livro, na última página, que trazia na mão a criança que morreu depois, muitos parágrafos depois sem palavras dentro, com o livro dentro dos dedos, os dedos dentro do peito e o sol e a lua dentro dos cabelos da criança morta deitada sobre o chão do quarto dentro da casa no fundo do livro sem palavras nem mais parágrafos a seguir.
Sandra g.d.
quarta-feira, 9 de julho de 2008
a apartar a partir do poema do público de Indianapolis / ouve-se depois o estardalhaço de um poema a cair no goto
Ring ring rang rang ranço ranço roce roce catalimbra boa tarde
In-di-a-napolis
que em português quer dizer- ring ring rang rang ranço ranço roce roce catalimbra boa noite ?qué pasa?
pelo reservatório vertical
encontra-se a nova linha de
dimensão da marmeleiramarmeleiraàsombradacolmeia
esculpida pelas doze bailarinas em ferro
In-di-a-napolis
que em português quer dizer - ring ring ring xxxx((www.rong)
ao avistar uma paisagem de xixi gRRRrrRRRRr
pela fricativa do som adentro deve explicar-se
A PHP Error was encountered
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que em português quer dizer - pfiuuuuuuuu catacumba pumba poing
pro)curar uma francisca pela con(fusão das cabe-ças alpinistas
a enrodilhar-se em nomes de bichos pro)curados
(p)el(o Sr. Foda-se (ei-lo)
que é surdo e por isso grita (a) toda a gente por igual:
“Oi çalá!”
In-di-a-napolis no dIA de a pólis fechar pela envergadura das costuras suturadas
no negrume devasso do tecido tangente que em português quer dizer -
domingo, 6 de julho de 2008
a partir do poema do público de Indianapolis
In-di-a-napolis
que em português quer dizer-
pelo reservatório vertical
encontra-se a
dimensão da marmeleira
esculpida pelas doze bailarinas em ferro
In-di-a-napolis
que em português quer dizer -
ao avistar uma paisagem de xixi
deve explicar-se às crianças a involução da gravidade
em skydiving
In-di-a-napolis
que em português quer dizer -
procurar uma francisca pela confusão das cabeças alpinistas
a enrodilhar-se em nomes de bichos procurados
pelo Sr. Foda-se
que é surdo e por isso grita toda a gente por igual:
“Oiça lá!”
In-di-a-napolis
que em português quer dizer -
Oiça cá!
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Poema do Público de Indianapolis
In-di-a-napolis
Vertical
Reservatório
Marmeleira
Doze bailarinas
Vastidão
Crianças
In-di-a-napolis
Skydiving
Cabeça
Xixi
In-di-a-napolis
Sr.
Dimensão
Oiça lá! Foda-se
Involução
Gravidade
Paisagem
Xixi reservatório de crianças
Reservatório
Al-pinista
Francisca bicho
Involução
Foda-se
Ferro
Marmeleira
Confusão
(este é um poema colectivo resultante do conjunto de todas as palavras "apanhadas" pelo público durante a performance Indianapolis.
as aranhiças & elefantes agradecem, com todas as suas patas e patitas, ao público da performance Indianapolis, ao Salão 40 e ao CITAC)





