quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
domingo, 15 de fevereiro de 2009
«A fuga do homem pássaro»
Têmpera magenta decorava
a parede
da cozinha,
o soalho
.
No soalho,
dois
Janela aberta
e
la fóra
Alguém
que dentro
disse: "já não sei a cor"
ed Ude
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Absolutamente nada:
e quando se passa
e quando se ouve
se ouve...
é ensandecido
e logo esquecido
aquele mar de idiotas.
não obstante,
não digo absolutamente nada
nem prosa,
nem prosa poética
e muito menos poesia
(era o que faltava).
eis então:
POIS!
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
00h07
Na encruzilhada santeira do Sancho
Pança que pensa
Antes tivesse o Sancho um Volkswagen Cabriolet
a cabrear-se por não o ter
Crepúsculo-maltez
Moínho de maté e Linho
Fez-se bela fogueira e vestido de noiva
Sancho não se casa, encasaca-se
Em lunetas verdes Crepúsculo-má-rêz
Direcção: nascer do sol ou pôr do sol, tanto faz se há ressurreição ou não
O burro segura-lhe o rabo do vestido com os dentes cerrados
Titubeante.
007
Na encruzilhada do Sancho
Antes tivesse o Sancho um Volkswagen
Crepúsculo-maltez
Moínho de Linho
Fez-se bela fogueira e vestido de noiva
Sancho não se casa, encasaca-se
Em lunetas verdes
Direcção: nascer do sol
E o burro segura-lhe o rabo do vestido com os dentes cerrados
Titubeante.
ed Ude
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
E há umA velha galinha no velho céu azul, entre os dois anões que vivem e morrem nas costas
de uma poltrona e roubam fruta e dão trincas na Carroça na colina.
Como se, na presença do mar, lambessem as redes e a remendada vela de guizos à cabeça
e concertinas
falavam de coisas sem fim e dos muitos significados das folhas
Entre a interminável tempestade de vontade,
A cadeia da galinha e do céu turquesa
dizem a vontade e muitas vontades, e do vento,
que as tendas são provisórias trazidas para baixo
para um abaixo do beiral do telhado das cartas que o matemático admirava,
porque a prosa era sentimental
em cinquenta segundos os pÚemas da mansão das medusas
de que a tempestade, para a fazenda de um rodado vestido,
é atracar a surdez que a caveira ganha ao sol.
Aplainando: Como se passaram ###. Não,
o-deixa-estar-tísico ronda as crias aguando a voz que está sob o beiral.
a lâmina Não se fala,
no prolapso o som que ouvimos Nesta conversa, o som Das coisas e dos seus movimentos: o imperturbável viveiro do outro ser vinca Um monstro na véspera que se desloca
pelo pasto de uma estação turquesa rodada
a cem quilómetros do clarão.
´´´´´tempera´´´´´´´´´´´´´´´´´´
Na cintura um boletim do ministério comunica
Que há muita paz´´´´´´´´´´´´´´E que a maioria das metamorfoses ´´´´´´´ é um desatino
tardam as nuvens
a propósito, a palma da minha mão tem um cavalo marinho a afiar as naifas nas orelhas.
Silent Solace: abortar.
É amarelo e antigo aquele farol
infinitamente para dentro tenho a vaga impressão que a certa altura Nesta conversa
o beiral a-l-a-g-a e tem colecções de formigas.
A velha galinha e o velho céu azul,
Entre os dois que vivem e morrem --
As trincas de Carroça na colina.
Como se, na presença do mar,
É secar as redes e a remendada vela
E falava de coisas sem fim,
Entre a interminável tempestade de vontade,
Uma vontade e muitas vontades, e do vento,
Dos muitos significados nas folhas,
Trazido para baixo para um abaixo do beiral do telhado,
de que a tempestade, para a fazenda,
A cadeia da galinha e do céu turquesa
Como se passaram ###.
Não é uma voz que está sob o beiral.
Não se fala, o som que ouvimos
Nesta conversa, o som
Das coisas e os seus movimentos: o outro ser,
Um monstro que se desloca pela turquesa rodada.
´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´´
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
a poética do espaço
domingo, 18 de janeiro de 2009
Fazemos nós um lugar para além
Atrás da luz e palavras que não podes desprezar,
Mas para além o agitado ouvir
Até que alguém realmente se encontra para fora.
(Ou então dizemos) que no final
Falamos
a literal litania
A menção depois.
mas é por onde se entram muito bem longe
.
.
.
passarinho de papel
sob
montanha de alumínio
Revelação
sábado, 17 de janeiro de 2009
deslibelinhizar
uma libelinha
alimenta-se de girinos e instituições
planas
no vazio fusiforme
das cabeças temporárias
libelinha
na confusão das vozes
uma libelinha plana
perpendicularmente acima
das cabeças.
antónio alfredo
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
ensaio sobre a
ensaio sobre a #03(do dia ao contrário onde estava a )
um dia a vai devorar a noite para que possa ser a a noite inteira
agora estou só a falar e a dizer: é a que está a mais nisto tudo. é a que está no início e no fim. não está por acaso que os olhos a vêem no lugar para que olham. e para onde eles olham é onde está o fundamento, a como incontido o segredo que brota. tenho a como o fundamento que descobri e através dele é como falo quando tenho que falar e dizer dela o que não consigo mais não dizer. e a noite no princípio do fundamento antes da é o que está antes de mim e da . um lugar secreto de depois também onde pensamos que estamos e que é . estou simetricamente perante a que é toda para que a veja o mundo e que me obriga a falar dela porque então se não morro de não a dizer. e dito assim, eu queria um lugar só para a como quando titãs se encontram no espaço e ficam no lugar delas suspensas para que existam e as vejamos e para que a tenha o lugar dela, onde ela estivesse se não fosse aquilo tudo já o que foi. e estivesse de estar tanta e tanto que fosse demais se acaso ela pode ser a mais. eu queria um lugar em que ela fosse toda só um mundo. a a transbordar pelo universo dentro, não para fora, ele ainda mais de ser outra vez da ser a terra a singrar contra os meus olhos que vão contra a que vejo. vejo tanto a que não sei ver mais nada. há uma que é a que vejo e que é de que não consigo falar. mas nas palavras que digo sobre a , estou a dizer sobre a que não disse, que é onde eu estou sempre nessa quando estou em silêncio. se fosse a uma dessas coisas. silêncio que é onde está a agora no seu preciso lugar: é na que estou por fim quando fecho os olhos e não os abro mais. se vir a quando fechar os olhos, posso morrer e não ver mais nada.
e4
poemacão
porta-luvas, negro-espuma
late, late, levemente
late três vezes sem saber
espuma-te o pelo,
raivoso.
espuma-te a narina
um odor
louca espuma de pudor
ed Ude
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
experimenta
s para quebrar como se
tudo não estivesse já que
brado e tudo estivesse já
quebrado e experimenta [tu]
sse com magias feitas alq
uimias velhas infeitas de
sfeitass alagadas em poder
idão. temos nomes nos.
domingo, 11 de janeiro de 2009
ensaio sobre a beleza
ensaio sobre a beleza #03(do dia ao contrário onde estava a beleza)
um dia a beleza vai devorar a noite para que possa ser a beleza a noite inteira
agora estou só a falar e a dizer: é a beleza que está a mais nisto tudo. é a beleza que está no início e no fim. não está por acaso que os olhos a vêem no lugar para que olham. e para onde eles olham é onde está o fundamento, a beleza como incontido o segredo que brota. tenho a beleza como o fundamento que descobri e através dele é como falo quando tenho que falar e dizer dela o que não consigo mais não dizer. e a noite no princípio do fundamento antes da beleza é o que está antes de mim e da beleza. um lugar secreto de depois também onde pensamos que estamos e que é beleza. estou simetricamente perante a beleza que é toda para que a veja o mundo e que me obriga a falar dela porque então se não morro de não a dizer. e dito assim, eu queria um lugar só para a beleza como quando titãs se encontram no espaço e ficam no lugar delas suspensas para que existam e as vejamos e para que a beleza tenha o lugar dela, onde ela estivesse se não fosse aquilo tudo já o que foi. e estivesse de estar tanta e tanto que fosse demais se acaso ela pode ser a mais. eu queria um lugar em que ela fosse toda só um mundo. a beleza a transbordar pelo universo dentro, não para fora, ele ainda mais de belo ser outra vez belo da beleza ser a terra a singrar contra os meus olhos que vão contra a beleza que vejo. vejo tanto a beleza que não sei ver mais nada. há uma beleza que é a que vejo e que é de que não consigo falar. mas nas palavras que digo sobre a beleza, estou a dizer sobre a que não disse, que é onde eu estou sempre nessa beleza quando estou em silêncio. se fosse a beleza uma dessas coisas. silêncio que é onde está a beleza agora no seu preciso lugar: é na beleza que estou por fim quando fecho os olhos e não os abro mais. se vir a beleza quando fechar os olhos, posso morrer e não ver mais nada.
Sandra g.d.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Maria vai com as outras
numa bela tarde de janeiro
e pela noite dentro
maria vai com as outras
numa bela tarde e pela noite dentro
maria vai com as outras
arde
vai com as outras
contra a noite dentro dos mecanismos pulsatórios
onde nunca lhe fora permitido não um protagonismo
mas algum contra agonismo maria
vai com as outras
maria
e as outras vão com a vontade e com a força
maria contra a sentença da forca da vontade
maria vai
com as outras marias
maria vai com as outras
vai com traz as outras maria
s com trabalho mas vai com
todo o baralho contra os jogos genéricos viciados.








