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segunda-feira, 14 de junho de 2010

o antimuseu

Estimulos ddde pôr-do-sol impressos em guardaaa-chuvas,

entre o entretenimento forjado de

de

de

de pareedes polidas a amaciador de roupa,

os criticos “ambulavam” (sim, porque é possível criar sons novos!)e

deliniavam os sorrisos de futuros deambulantes.

Mas, tudo não passava de uma casa despida,

de uma casa-sem-roupa

de uma casa d’em controlo.



Eduardo Conceição

quarta-feira, 15 de julho de 2009

de naturezas falsas

de naturezas falsas
as palavras por essa dor de palavras



do tamanho das folhas de papel
que me mentem
como folhas
de papel vazias
sem dizer

nada

onde estão as folhas,
ou as palavras no lugar
das folhas
que explodem
fragmentos
de outras coisas
palavras
ainda eu possa
em que podia estar.
como uma palavra onde estão
as folhas.
digo,
folhas no meu lugar,
eu no lugar das palavras
mortas
esquartejadas e
levado cada pedaço delas
por

por onde forem as pessoas,
ficaram com elas
que
pergunto onde
foram as pessoas
e
as palavras delas.
pergunto pelas palavras
como são
esquartejadas
umas das outras.
digo que chega
de esquartejarmos as palavras.
digo que nascem
mil pessoas
em silêncio
no lugar
de uma palavra
es
quar
te
ja
da.

Sandra g.d.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

cat-e-goríficas

os "residentes"
os "compensados"
os "doentes especiais"
as mulheres inimputaveis

- pelo menos mulheres nao levou aspas


gata-soquete-porque-meia

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Deitamento Pouco tráfico

MARIA maria
JOANA a MARTINS
FILOMENA amena
FILOSOFIA estria
SOFIA ia
4EVER ver e crer
WASHINGTON tonelada
AMO-TEte-amo
AMO-TE MUNDO
Amo-te undo
GEOGRAFIA FÍSICA = CIÊNCIA DA TERRA ≠ FLUC
Grafia tisíca = omnipotência do céu ≠ fctuc
AMO-TE ETERNAMENTE C33 & também C%
HISTÓRIA 08/09 28/11/08 - & amor agudo
PIRIKITO amar-elito?
AMO-TE MUITO MEU AMORZINHO
AMO-TE MEU AMORZINHO LINDO
JOÃO PINTO!
Jãozinho pintainho.
CARLOS QUERIDO
Carlos ferido
QUERIDO AFILHADO DA LI e dalí
YOMA
YOMA
Oko hama
Oko hama
AMO-TE MUITO
Te-mu-t-(m)uito
CONCENTRAÇÃO MOTARD
Concentração tarde
TVXQ
tvyq
Prk? Tu és?
MILA GEO. 07
XUXU * GEO.
PIRIKITO
Corre com o bode da ode
e
MORRE!
Ed Ude

domingo, 15 de fevereiro de 2009

«A fuga do homem pássaro»

3h da manhã
Têmpera magenta decorava
a parede
da cozinha,
o soalho
.
No soalho,
dois
Janela aberta
e
la fóra
Alguém
que dentro
disse: "já não sei a cor"


ed Ude

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

007

Burro sandeiro de perna partida
Na encruzilhada do Sancho
Antes tivesse o Sancho um Volkswagen

Crepúsculo-maltez
Moínho de Linho
Fez-se bela fogueira e vestido de noiva
Sancho não se casa, encasaca-se
Em lunetas verdes
Direcção: nascer do sol
E o burro segura-lhe o rabo do vestido com os dentes cerrados
Titubeante.

ed Ude

sábado, 17 de janeiro de 2009

deslibelinhizar

na confusão das vozes carnívoras

uma libelinha  

alimenta-se de girinos e instituições 

planas

no vazio fusiforme

perpendicularmente acima

  das cabeças temporárias


libelinha

na confusão das vozes

uma libelinha plana

por vezes    sobe no vazio

perpendicularmente acima

               das cabeças.


       antónio alfredo


quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

poemacão

cão afamigerado
porta-luvas, negro-espuma
late, late, levemente
late três vezes sem saber
espuma-te o pelo,
raivoso.
espuma-te a narina
um odor
louca espuma de pudor

ed Ude

domingo, 11 de janeiro de 2009

ensaio sobre a beleza

ensaio sobre a beleza #03(do dia ao contrário onde estava a beleza)


um dia a beleza vai devorar a noite para que possa ser a beleza a noite inteira



agora estou só a falar e a dizer: é a beleza que está a mais nisto tudo. é a beleza que está no início e no fim. não está por acaso que os olhos a vêem no lugar para que olham. e para onde eles olham é onde está o fundamento, a beleza como incontido o segredo que brota. tenho a beleza como o fundamento que descobri e através dele é como falo quando tenho que falar e dizer dela o que não consigo mais não dizer. e a noite no princípio do fundamento antes da beleza é o que está antes de mim e da beleza. um lugar secreto de depois também onde pensamos que estamos e que é beleza. estou simetricamente perante a beleza que é toda para que a veja o mundo e que me obriga a falar dela porque então se não morro de não a dizer. e dito assim, eu queria um lugar só para a beleza como quando titãs se encontram no espaço e ficam no lugar delas suspensas para que existam e as vejamos e para que a beleza tenha o lugar dela, onde ela estivesse se não fosse aquilo tudo já o que foi. e estivesse de estar tanta e tanto que fosse demais se acaso ela pode ser a mais. eu queria um lugar em que ela fosse toda só um mundo. a beleza a transbordar pelo universo dentro, não para fora, ele ainda mais de belo ser outra vez belo da beleza ser a terra a singrar contra os meus olhos que vão contra a beleza que vejo. vejo tanto a beleza que não sei ver mais nada. há uma beleza que é a que vejo e que é de que não consigo falar. mas nas palavras que digo sobre a beleza, estou a dizer sobre a que não disse, que é onde eu estou sempre nessa beleza quando estou em silêncio. se fosse a beleza uma dessas coisas. silêncio que é onde está a beleza agora no seu preciso lugar: é na beleza que estou por fim quando fecho os olhos e não os abro mais. se vir a beleza quando fechar os olhos, posso morrer e não ver mais nada.


Sandra g.d.