sexta-feira, 30 de abril de 2010

VII Encontros Internacionais Poetas

Da responsabilidade de um punhado de docentes de Estudos Anglo-Americanos da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, realiza-se em 27-29 de Maio de 2010, em Coimbra, o VII Encontro Internacional de Poetas (http://www1.ci.uc.pt/poetas/eventos/encontro7.htm) .
Cumprindo uma tradição de quase vinte anos, o VII Encontro reunirá uma vez mais poetas de Portugal e do mundo. Uma vez mais, em lugares aprazíveis da universidade e da cidade de Coimbra, ouvir-se-ão as línguas muitas da poesia, num Encontro este ano subordinado ao tema geral justamente de “As Línguas da Poesia”.
Estão confirmadas as presenças de Charles Bernstein, Próspero Saíz e Ntozake Shange, dos Estados Unidos da América; Marlene Nourbese Philip, de Trinidad y Tobago/Canadá; Ch´aska Eugenia Anka, do Peru; Régis Bonvicino, Wilmar Silva, Camila do Valle, Dona Nice-Quebradeira-de-Coco e Martinho da Vila, do Brasil; Moya Cannon, da Irlanda; Liana Sakelliou, da Grécia; Stephanos Stephanides, de Chipre; Ana Blandiana, da Roménia; Amina Saïd, da Tunísia/França; Uxue Alberdi e Miren Artetxe, do País Basco/Espanha; Manuel Rui, de Angola; Delmar Gonçalves, de Moçambique; Maria Teresa Horta, Ana Luísa Amaral, Helga Moreira, Pedro Sena-Lino, Cristina Nery e aNa b, de Portugal.
www.encontrosinternacionaispoetas.blogspot.com
As tardes e as noites destes três dias serão ocupadas com leituras e performances de poesia, as manhãs com mesas-redondas para discussão das tendências da poesia contemporânea e problemas de tradução entre as diferentes línguas. De igual modo cumprindo a tradição, também neste VII Encontro Internacional de Poetas a poesia andará de mãos dadas com a festa.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010













(c) helena sousa

os homens não cagam.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Cazuza

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

nem o pai

mor.re

nem a gente

al.moça

nem o pai

cor.re

nem a gente

dor.me

acredito a crédito

anda cá ao pai

domingo, 10 de janeiro de 2010

nem o pai

mor.re

nem a gente

al.moça

nem o pai

cor.re

nem a gente

dor.me

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

poemword-1


[clicar na imagem]

domingo, 3 de janeiro de 2010



francamente,
o dente que me dói

José António António José

queria uma salamandra e tu trouxeste
isto é que são horas de chegar?

cabeça no ar


não podias vir um bocadinho mais tarde
não?

ão
sinceramente,
em mente mormente sente o ente em dente

és impressionante

sonante de rompante caiu de
tão impressionante como do teu bolo rei

e sai a rainha de copas enfurnada num xaile braguês

é que
as mulheres no jardim de 1866 eram
(que ainda lá não estão) estão
ou todos os nenúfares do outro lado da margem
(a boiar, à tona do lodo estava um
crocodilo)

sábado, 2 de janeiro de 2010

do inglês: tu perform

francamente,

José António António José

isto é que são horas de chegar?

não podias vir um bocadinho mais tarde

não?

sinceramente,

és impressionante

tão impressionante como

as mulheres no jardim de 1866

(que ainda lá estão)

ou os nenúfares do outro

(a boiar, à tona do lodo)


segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

perfecto e enquadrado

se não há pu-i-zia
que fiquem
as BOAS FESTAS!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

xDA - Atelier de Experimentação Digital

xDA (Atelier de Experimentação Digital) é um laboratório de experimentação português localizado em Coimbra que se dedica à multidisciplinariedade em arte digital e não só.

xDA (eXperimental Digital Atelier) is a Portuguese hacklab located in Coimbra. We're dedicated to multidisciplinary experimentalism in digital media art.
Everyone is welcome to show up at our weekly meetings and be encouraged to join us. We meet every Tuesday 21:00h at Quebra Bar and 21:30h at xDA itself.
uma pessoa do século masculino

relaciona-se

e/ou
besunta-se com a identidade alheia
pede pequenos

favores

pede pequenas

consequências

pede por favor

pequenas se não inexistentes

retribuições

a cerca de

1,9 vizinhos

sentam-se gostam dela relacionam-se

sábado, 5 de dezembro de 2009

uma pessoa do século masculino

relaciona-se

e/ou

pede pequenos

favores

a cerca de

1,9 vizinhos

domingo, 29 de novembro de 2009

Cantemos com alergia








.
poerformance pelo colectivo aranhiças & elefantes//
Andanças// agosto de 2009//
S. Pedro do Sul, Viseu //

domingo, 22 de novembro de 2009

mais uma forma colaborativa?

overmundo

Overmundo tem a satisfação de ser anfitrião também do lançamento da série de livros "Conquiste a Rede", de autoria de Ana Carmen Foschini e Roberto Romano Taddei.

Os livros funcionam como verdadeiro mapa de navegação para a emergente mídia colaborativa (na qual o Overmundo se inclui). E o mais legal é que todos os livros estão disponíveis em Creative Commons, podendo ser livremente distribuídos de acordo com a mesma licença utilizada para os conteúdos do Overmundo.

A convite do Roberto Taddei, tive a oportunidade também de escrever o prefácio para os livros. Transcrevo abaixo o mesmo, que explica direitinho a importância desse lançamento para o estado atual da Internet colaborativa (apelidada de "web 2.0") no Brasil.

Os livros estão ainda na Fila de Edição do Banco de Cultura, mas quando entrarem para o Overmundo, podem ser localizados através da tag "conquiste-a-rede", bastando apenas clicar aqui para encontrá-los.

Parabéns ao Roberto Taddei e à Ana Carmen e que outras iniciativas semelhantes a essa possam continuar a acontecer aqui no Overmundo e em outros sites colaborativos!

Você é a mídia: saiba como!

Há uma novidade difícil de ser ignorada. Em todo o mundo, nos países pobres ou ricos, a mídia tradicional está sendo transformada por um competidor que não existia antes. Esse competidor é a própria sociedade. Tradicionais empresas de mídia, do New York Times à NewsCorp, passando pela ?velha senhora? BBC, todas estão tendo de repensar seus modelos de negócio e mesmo seu modelo de redação para competir nos novos tempos.

Mas como tudo isso foi possível? Como a sociedade, esse corpo desorganizado e fluido, conseguiu desenvolver ferramentas para mudar para sempre o modo como a informação é produzida e disseminada? A resposta a essa pergunta pode ser encontrada na coleção ?Conquiste a Rede?, organizada por Ana Carmen Foschini e Roberto Romano Taddei. Através dela, é possível compreender de forma articulada as ferramentas de transformação que estão por trás destas mudanças.

E não apenas compreender: a coleção ?Conquiste a Rede?, como denota o nome, possui uma dimensão prática que é fundamental. Ela explica em detalhes e traz dicas úteis para qualquer internauta interessado em fazer crescer sua presença digital na Internet. Vale notar que a coleção está em sintonia com o espírito de ?do it yourself? que está tomando conta das práticas tecnológicas desse começo de século. Nesse sentido, a coleção aborda, por exemplo, o fenômeno dos blogs e sua crescente importância. De ferramentas utilizada por adolescentes para relatar agruras pessoais, os blogs atualmente desempenham um papel cada vez mais importante, influenciando a política, a economia e a própria idéia de formação das notícias.

Lendo o livro sobre blogs é possível aprender as melhores práticas sobre como tornar um blog dinâmico e relevante. As dicas valem tanto para usuários iniciantes, quanto para blogueiros experientes. É bom lembrar que ambos autores são jornalistas de currículo não só invejável mas que compreendem profundamente a dinâmica da
comunicação na Internet. Em outras palavras, são autores cujo DNA jornalístico já nasceu digital.

Essa mesma estrutura se repete para os demais temas abordados na coleção: os videologs e fotologs (ferramentas de compartilhamento de vídeos e fotos pela rede), os podcasts (programas de rádio virtuais, feitos para serem ouvidos em qualquer lugar) e a emergência do chamado ?jornalismo cidadão?. Este último, um dos fenômenos mais interessantes e importantes da rede. Jornais inteiros, bem como outros tipos de informativos, são hoje produzidos sob o lema de que ?todo cidadão é um repórter?. As dicas constantes na coleção ajudam qualquer ?bom cidadão? a caminhar no sentido de se tornar também um ?bom jornalista?.

Por fim, cumpre chamar atenção para o fato de que os autores puseram em prática seu lema de ?faça você mesmo? também na modalidade inovadora de lançamento dos livros. Não só é possível obter a versão impressa dos exemplares de cada um deles como também é possível baixar todo o conteúdo pela rede. Os autores
utilizam uma licença do ?Creative Commons? para distribuir sua obra. Essa licença permite à sociedade como um todo, dentre outros direitos, distribuir os livros livremente, desde que seja para fins não comerciais. Tudo dentro do mesmo espírito colaborativo das transformações e ferramentas que são abordadas na obra. Depois de tudo isso, fica o convite ao leitor da coleção para começar a participar de tudo isso que está acontecendo. É assim que estamos todos tendo a oportunidade de construir a nova mídia do século XXI. Vamos nessa.

[também pode ser lida a entrevista ao criador do site Overmundo, Hermano Vianna, no Portal literal ]

décio para crianças


proesia do concretista, que tem como protagonista uma menina
Bili com Limão Verde na Mão

"O MUNDO NÃO TEM MAIS VERSOS"

domingo, 15 de novembro de 2009

O que é ....

"aranhicas e elefantes" é um blog colectivo que pretende desenhar um espaço de produção e de interrogação no âmbito da poesia experimental. O objectivo é a desapropriação da escrita e a diluição da autoria. A primeira concretiza-se através do conceito de “escangalhanço” que, na prática, permite a criação de um texto a partir de um esboço inicial que depois é sujeito à intervenção dos/as membros do blog que podem eliminar, acrescentar, recolocar, recombinar palavras, expressões, imagens e sons. Cada novo “post” fica aberto a estes processos que o levam a percorrer um caminho de criação colectiva. A diluição da autoria concretiza-se através da inexistência de nomes convencionais de autores havendo apenas uma identificação necessária à visualização do processo que cada “post” atravessou.

A cor é o único indício/vestígio de autoria -- surge apenas para que o processo criativo seja tornado visível. Fazer parte deste processo criou as condições para a nossa recolocação enquanto autores e perceber a dimensão da “presença” do autor, perceber a importância do anonimato e do espaço que ele cria. Michel Foucault produziu um conjunto de reflexões sobre estas questões. Em concreto, em “O que é um autor” reflecte sobre a contemporaneidade do acto da escrita pondo em questão a função do nome de autor na própria escrita e na recepção da mesma. Considerando a individualização do autor na cultura ocidental, Foucault refere o facto de ocorrer um cruzamento entre a vida e a obra passando o texto a apontar para essa figura que lhe é exterior e anterior de tal forma que a biografia de quem escreve pode ser a do autor, pode ser a da pessoa do autor. Urge aqui a possibilidade de questionar acerca da alteridade da escrita. Caberá nesta argumentação de Foucault o trânsito do escritor entre a sua entidade da simples existência e a entidade da sua produção criativa? Haverá sentido na própria distinção que assim se faz? O que é um autor?

No entender de Foucault a escrita abre um espaço de permanente desaparecimento do sujeito e é nessa ausência que ele exerce a sua singularidade. Esta não deve ser anterior nem exterior ao acto de escrita. Estando o nome de autor fora desse processo, o momento de forte individualidade que ele proporciona na nossa contemporaneidade não tem sentido. O espaço do anonimato será, exactamente, o espaço de exercício de uma individualidade que decorre directamente da escrita produzida em vez de decorrer de uma função classificativa e de autenticação do lugar exterior do nome de autor. A marca do escritor não é mais do que a singularidade da sua ausência. É-lhe necessário representar o papel do morto no jogo da escrita (Foucault, 1992). Será neste sentido que os membros do blog experimentam o acto de escrita e a relação com a comunidade. Observar o efeito naqueles que nos ‘lêem’ era algo importante para chegar a algum tipo de conclusão sobre este exercício. Obliterar os sinais de individualidade de cada um de nós e reclamar um espaço na escrita de cada um dos outros – que tipo de reacção provocaria? Que questões levantaria? Confrontando com a análise feita por Foucault, o desaparecimento de cada um de nós no âmbito da autoria e a expressão da individualidade apenas no interior da escrita, das palavras será possível na tensão com a função de autor. Concretamente, a partir de determinado momento, um/a ‘visitante’ regular do blog contactará com a produção do mesmo através dos nomes “aranhiça X” ou “elefante X” aos quais já reconhece um papel e uma função classificativa. A identificação por si só, na medida em que pode atribuir a cada aranhiça ou elefante uma palavra ou expressão, etc., é algo que se tornou indispensável para o acompanhamento do “escangalhanço” e, neste sentido, era desejável essa identificação. Porém, o reconhecimento de determinada aranhiça ou elefante como criador com uma tendência, postura, escrita específica representa um limite à interrogação da noção de autoria. Foucault aborda esta questão na distinção entre nome próprio e nome de autor. Em certa medida o nome de autor é um nome próprio pois exerce uma função de designação mas, também, uma função de descrição. Na medida em que o visitante regular tem a possibilidade de reconhecer a uma “aranhiça” ou “elefante” determinadas tendências e uma homogeneidade das suas participações no blog, essa designação passa a ser um nome de autor. Na medida em que este serve para caracterizar um certo modo de ser do discurso, o objectivo de diluição da autoria é atingido apenas na medida em que o /a “visitante” não medeie o seu contacto com os textos através das entidades “aranhiça X” ou “elefante X” às quais atribui um conjunto de características no que toca à escrita de cada um.

Admitindo esta limitação, a questão que se coloca e que colocamos a quem nos lê é: interessa-vos quem fala?

Lançamos um desafio à parva de bola

Publicamos um texto teórico, onde uma aranhiça reflecte sobre o blog "aranhiças e elefantes" à luz da proposta teórica de Foucault:"O que é um autor?".
o desafio, para leitores/as e elefantes e aranhiças, é alargar este texto e levá-lo para outros caminhos, colocar outras questões, ou fazer comentários, dar sugestões, aparvalhar, enfim, o que quiserem.
por favor, participem, ie, ESCANGALHEM :)

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

POERFORMANCE
"SALADA RÚSSIA"

modo de preparação:
coza as batatas com pele e deixe arrefecer. a experiência e prática literárias são bem mais diversas que aquelas de
que o cânone dá conta. tire-lhes a pele e parta-as aos cubos. esta "monocultura do saber" transforma a "alta
cultura" no critério exclusivo de qualidade e verdade. descasque as cenouras, corte-as em pequenos cubos e coza-
as em água temperada com s.al assim, praticando uma ecologia dos saberes poéticos, as aranhiças e elefantes
apresentam autores/as normalmente não cozinhados/as. corte o feijão verde e coza-o em água temperada com sal
e deixe arrefecer. articulamo-nos pelo gaguejo visual e sonoro. depois de tudo estar frio e bem escorrido ligue
tudo com a maionese e decore com o ovo partido aos gomos.
junte poetas experimentais qb

@GALERIA SANTA CLARA BAR // DIA 31 DE OUTUBRO ,, SÁBADO // 23h